O lado oculto da diversão

Setembro 18, 2007

O «rito» da discoteca II – O êxtase diabólico

Arquivar em: diabo, divertimentos, infradimensão, loucura, rito, ritual — diversaoj @ 11:05 pm

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O próprio nome da droga mais popular vendida nas discotecas, o ecstasy, encerra um significado satânico. Como já vimos, por várias vezes, os seguidores do diabo utilizam o «contrário» como símbolo. É o que se passa, por exemplo, com as cruzes e as orações invertidas.

A palavra «êxtase», no seu significado original, indica o estado de abstracção da alma frente às coisas terrenas, tendo em vista a contemplação das coisas divinas. Na discoteca acontece precisamente o contrário. A pastilha de ecstasy reduz os jovens a um estado de escravidão dos instintos, pois elimina tudo aquilo que os pode inibir. Assim, o resultado final é a vitória do corpo sobre a alma.

Esta dimensão de «êxtase invertido», que tem lugar nas discotecas, é mais um passo para a realização de uma «sociedade ao contrário», tão desejada pelos satanistas. A própria música, por vezes, é estudada à secretária, de modo a criar verdadeiros rituais esotéricos de massas.

Caso gritante é o dos Enigma, grupo que utilizou os cantos gregorianos ao contrário, num dos seus excertos mais famosos: Principles of Lust (Os Princípios da Luxúria). Esta música tem por base um profundo conhecimento do esoterismo. Os Enigma, com efeito, conseguiram retirar o conteúdo sagrado a determinado canto gregoriano em latim, que se refere à pureza, extraído da liturgia católica de Domingo de Ramos: «Cum angelis et pueris fideles inveniamur. In nomine Christi. Amen» (Procuramos ser fiéis com os anjos e as crianças. Em nome de Cristo. Ámen). No trecho Principles of Lust, este canto sagrado é gravado ao contrário e associado aos suspiros de um acto sexual. Por isso, o seu significado original, referido à pureza, é completamente deturpado e profanado.

Imaginemos, portanto, aquilo que pode acontecer numa discoteca, com centenas de jovens que dançam ao som desta música. O ultraje blasfemo é amplificado, transformando-se num verdadeiro «ritual esotérico de massas».

Entre droga, bebidas alcoólicas e rituais blasfemos, o ambiente da discoteca é precisamente o de um sabat moderno, que tem por protagonistas os jovens. Protagonistas… ou vítimas? O resultado de certos mecanismos, mais uma vez, é a matança dos inocentes: jovens que morrem por causa da droga ou devido a acidentes de viação de sábado à noite, depois de terem feito uma directa com os amigos.

Tudo isto deveria levar-nos a reflectir. Que significa «divertir-se»? A música, a dança e as discotecas podem, porventura, tornar-se verdadeiros instrumentos de morte? Hoje em dia, a droga, o esoterismo e as bebidas alcoólicas acompanham livremente aquilo que outrora constituía os limites normais de divertimento dos jovens.

segue: Os convites

Carlo Climati
Os jovens e o esoterismo
Lisboa, Paulinas, 2001
Excertos adaptados

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