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	<title>O lado oculto da diversão</title>
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		<title>O lado oculto da diversão</title>
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		<title>O «rito» da discoteca &#8211; Um «sabat» moderno</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 23:10:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Carlo Climati Os jovens e o esoterismo Lisboa, Paulinas, 2001 Excertos adaptados   O «rito» da discoteca   Um dos elementos mais tristes que se podem destacar das novas modas que cativam o interesse dos jovens é, sem dúvida, o regresso ao primitivismo e ao tribalismo, ou seja, a morte da civilização, para aceder a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=23&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo<br />
</em>Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font><br />
 </p>
<p><a name="1151ae0b9d598334__Toc102843346"></a><strong>O «rito» da discoteca</strong><br />
 </p>
<p align="justify">
Um dos elementos mais tristes que se podem destacar das novas modas que cativam o interesse dos jovens é, sem dúvida, o regresso ao primitivismo e ao tribalismo, ou seja, a morte da civilização, para aceder a uma dimensão em que o homem deixa de ser homem e opta por se tornar um animal, guiado apenas pelos próprios instintos. Foi precisamente isso que aconteceu num dos rituais da Igreja de Satanás americana.</p>
<p align="justify">
Uma das expressões mais evidentes deste fenómeno consiste no mundo das discotecas e das «rave» onde, nos últimos anos, tem acontecido de tudo um pouco, mais uma vez, como é natural, à custa dos próprios jovens.</p>
<p align="justify">
<a name="1151ae0b9d598334__Toc102843347"></a><strong>Um «sabat» moderno</strong></p>
<p align="justify">
A discoteca pode ser considerada um grande «rito esotérico» de massas. Um grupo de pessoas reúne-se em determinado ambiente, aberto ou fechado, para se mover ao ritmo frenético de uma música ensurdecedora, que não permite qualquer tipo de comunicação verbal. É o triunfo da bestialidade sobre o ser humano, que retrocede para um nível primitivo. Uma definição perfeita do cenário da discoteca foi dada pelo psiquiatra Jean-Paul Regimbal no seu livro <em>Il Rock&#8217;n'roll</em>: «Isolados uns dos outros por uma música ensurdecedora, expostos a feixes de luz ofuscantes, os dançarinos fazem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem nunca se olharem nem dirigirem a palavra, como se cada um se movesse frente a um espelho, gritando sem cessar: &#8220;Eu! Eu! Eu!&#8221;»[ <font color="#330099">1</font>].</p>
<p align="justify">
Outro psiquiatra, Vittorino Andreoli, definiu a discoteca como «uma catedral primitiva», em que tem lugar «um grande rito de transformação colectiva»[  <!-- D(["mb","\u003cfont color\u003d\"#330099\"\&gt;2\u003c/font\&gt;]. E com razão. A «dança» das discotecas não passa de um ritual moderno, monótono e exibicionista, em que a linguagem humana é substituída por um número reduzido de gestos e de movimentos. \n\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003cbr\&gt;O ritmo da música é tão forte que a droga se torna quase um «medicamento» indispensável para conseguir segui-lo, uma «poção mágica», que permite dar livre curso aos próprios instintos.\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003cbr\&gt;O volume é tão alto que impede qualquer tipo de comunicação. Com efeito, os trechos musicais da discoteca não podem ser acompanhados pelo som suave de um piano ou de uma viola clássica. Para existir, têm necessidade de ser «disparados» a todo o volume.\n\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003cbr\&gt;A música das discotecas tem de ser «gritada» por força. Caso contrário, não existiria. Eis um pormenor importante, que deve levar-nos a reflectir. De um modo geral, as pessoas que gritam são aquelas que têm pouco que dizer. Com efeito, precisam de elevar a voz para se fazerem escutar. O mesmo acontece com a música das discotecas. É tão miserável e pobre, do ponto de vista artístico, que, para se fazer ouvir, deve necessariamente ser «gritada» pelos amplificadores.\n\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003cbr\&gt;Contudo, ainda pode acontecer pior. Em certas festas, chamadas «rave», os elementos típicos das discotecas são levados ao extremo. Esta palavra inglesa, rave, que significa «delírio», define grandes ajuntamentos em que se chega a dançar vinte e quatro horas a fio, consumindo drogas e bebidas alcoólicas.\n\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003cbr\&gt;Não se pode deixar de notar a semelhança entre as «rave» e os «sabat» da antiga bruxaria. O escritor Rino Cammilleri, num artigo escrito para a revista \u003cem\&gt;Studi Cattolici\u003c/em\&gt;, observou o seguinte: «O transe xamânico é provocado pelo bater obsessivo do tambor e da dança possessa contínua. Quando o xamã chega ao ponto de &quot;embriaguez&quot;, é &quot;cavalgado&quot; pelo demónio. Pensemos agora numa discoteca trendy, onde a disc-music, as drogas e o sexo desempenham o papel (moderno) do sabat das bruxas medievais. Nos &quot;séculos obscuros&quot;, toda essa preparação tinha um objectivo preciso: evocar o diabo. Hoje em dia, como é natural, Satanás não aparece nas discotecas. Contudo, tendo em conta os efeitos exercidos em certos apaixonados, não podemos dizer que se tenha mantido completamente afastado»[\n",1] );  //&#8211;> <font color="#330099">2</font>]. E com razão. A «dança» das discotecas não passa de um ritual moderno, monótono e exibicionista, em que a linguagem humana é substituída por um número reduzido de gestos e de movimentos.</p>
<p align="justify">
O ritmo da música é tão forte que a droga se torna quase um «medicamento» indispensável para conseguir segui-lo, uma «poção mágica», que permite dar livre curso aos próprios instintos.</p>
<p align="justify">
O volume é tão alto que impede qualquer tipo de comunicação. Com efeito, os trechos musicais da discoteca não podem ser acompanhados pelo som suave de um piano ou de uma viola clássica. Para existir, têm necessidade de ser «disparados» a todo o volume.</p>
<p align="justify">
A música das discotecas tem de ser «gritada» por força. Caso contrário, não existiria. Eis um pormenor importante, que deve levar-nos a reflectir. De um modo geral, as pessoas que gritam são aquelas que têm pouco que dizer. Com efeito, precisam de elevar a voz para se fazerem escutar. O mesmo acontece com a música das discotecas. É tão miserável e pobre, do ponto de vista artístico, que, para se fazer ouvir, deve necessariamente ser «gritada» pelos amplificadores.</p>
<p align="justify">
Contudo, ainda pode acontecer pior. Em certas festas, chamadas «rave», os elementos típicos das discotecas são levados ao extremo. Esta palavra inglesa, rave, que significa «delírio», define grandes ajuntamentos em que se chega a dançar vinte e quatro horas a fio, consumindo drogas e bebidas alcoólicas.</p>
<p align="justify">
Não se pode deixar de notar a semelhança entre as «rave» e os «sabat» da antiga bruxaria. O escritor Rino Cammilleri, num artigo escrito para a revista <em>Studi Cattolici</em>, observou o seguinte: «O transe xamânico é provocado pelo bater obsessivo do tambor e da dança possessa contínua. Quando o xamã chega ao ponto de &#8220;embriaguez&#8221;, é &#8220;cavalgado&#8221; pelo demónio. Pensemos agora numa discoteca trendy, onde a disc-music, as drogas e o sexo desempenham o papel (moderno) do sabat das bruxas medievais. Nos &#8220;séculos obscuros&#8221;, toda essa preparação tinha um objectivo preciso: evocar o diabo. Hoje em dia, como é natural, Satanás não aparece nas discotecas. Contudo, tendo em conta os efeitos exercidos em certos apaixonados, não podemos dizer que se tenha mantido completamente afastado»[  <!-- D(["mb","\u003cfont color\u003d\"#330099\"\&gt;3\u003c/font\&gt;].\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003cbr\&gt;\u003cfont color\u003d\&#8221;#330099\&#8221; size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;[1]\u003c/font\&gt;\u003cfont size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt; J.-P, RECIMBAL, OSST e colaboradores, \u003cem\&gt;Il Rock&#39;n&#39;roll\u003c/em\&gt;, Edizioni Croisade, Genebra, 1983, p. 31 \u003cbr\&gt;\u003c/font\&gt;\u003cfont color\u003d\&#8221;#330099\&#8221; size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;\n[2]\u003c/font\&gt;\u003cfont size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;\u003cfont color\u003d\&#8221;#330099\&#8221;\&gt; \u003c/font\&gt;V. ANDREOLI, «Serial Tic», in \u003cem\&gt;Io donna\u003c/em\&gt;, 15 de Junho, 1996. \u003cbr\&gt;\u003c/font\&gt;\u003cfont color\u003d\&#8221;#330099\&#8221; size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;[3]\u003c/font\&gt;\u003cfont size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;\u003cfont color\u003d\&#8221;#330099\&#8221;\&gt; \u003c/font\&gt;R. CAMMILLERI, «Il diavolo in musica», in Studi Cattolici, Maio, 1996.\n\u003c/font\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cp\&gt;\u003cfont size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp\&gt;\u003cfont size\u003d\&#8221;2\&#8221;\&gt;segue: O êxtase diabólico\u003c/font\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\&#8221;justify\&#8221;\&gt;\u003c/div\&gt;\n&#8221;,0] ); D(["ce"]);  //&#8211;> <font color="#330099">3</font>].</p>
<p align="justify"><font size="2">segue: <a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-da-discoteca-ii-o-extase-diabolico/">O êxtase diabólico</a></font></p>
<p align="justify">
<font size="2" color="#330099">[1]</font><font size="2"> J.-P, RECIMBAL, OSST e colaboradores, <em>Il Rock&#8217;n'roll</em>, Edizioni Croisade, Genebra, 1983, p. 31<br />
</font><font size="2" color="#330099">[2]</font><font size="2"><font color="#330099"> </font>V. ANDREOLI, «Serial Tic», in <em>Io donna</em>, 15 de Junho, 1996.<br />
</font><font size="2" color="#330099">[3]</font><font size="2"><font color="#330099"> </font>R. CAMMILLERI, «Il diavolo in musica», in Studi Cattolici, Maio, 1996. </font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p><font size="2"><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-da-discoteca-ii-o-extase-diabolico/"></a></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=23&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O «rito» da discoteca II &#8211; O êxtase diabólico</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 23:05:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Anterior: O «rito»da discoteca &#8211; um «sabat» moderno O próprio nome da droga mais popular vendida nas discotecas, o ecstasy, encerra um significado satânico. Como já vimos, por várias vezes, os seguidores do diabo utilizam o «contrário» como símbolo. É o que se passa, por exemplo, com as cruzes e as orações invertidas. A palavra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=22&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="2">Anterior: <a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-da-discoteca-um-%c2%absabat%c2%bb-moderno/">O «rito»da discoteca &#8211; um «sabat» moderno</a></font></p>
<p align="justify">O próprio nome da droga mais popular vendida nas discotecas, o <em>ecstasy</em>, encerra um significado satânico. Como já vimos, por várias vezes, os seguidores do diabo utilizam o «contrário» como símbolo. É o que se passa, por exemplo, com as cruzes e as orações invertidas.</p>
<p align="justify">A palavra «êxtase», no seu significado original, indica o estado de abstracção da alma frente às coisas terrenas, tendo em vista a contemplação das coisas divinas. Na discoteca acontece precisamente o contrário. A pastilha de <em>ecstasy</em> reduz os jovens a um estado de escravidão dos instintos, pois elimina tudo aquilo que os pode inibir. Assim, o resultado final é a vitória do corpo sobre a alma.</p>
<p align="justify">Esta dimensão de «êxtase invertido», que tem lugar nas discotecas, é mais um passo para a realização de uma «sociedade ao contrário», tão desejada pelos satanistas. A própria música, por vezes, é estudada à secretária, de modo a criar verdadeiros rituais esotéricos de massas.</p>
<p align="justify">Caso gritante é o dos Enigma, grupo que utilizou os cantos gregorianos ao contrário, num dos seus excertos mais famosos: <em>Principles of Lust</em> (Os Princípios da Luxúria). Esta música tem por base um profundo conhecimento do esoterismo. Os Enigma, com efeito, conseguiram retirar o conteúdo sagrado a determinado canto gregoriano em latim, que se refere à pureza, extraído da liturgia católica de Domingo de Ramos: «Cum angelis et pueris fideles inveniamur. In nomine Christi. Amen» (Procuramos ser fiéis com os anjos e as crianças. Em nome de Cristo. Ámen). No trecho <em>Principles of Lust</em>, este canto sagrado é gravado ao contrário e associado aos suspiros de um acto sexual. Por isso, o seu significado original, referido à pureza, é completamente deturpado e profanado.</p>
<p align="justify">Imaginemos, portanto, aquilo que pode acontecer numa discoteca, com centenas de jovens que dançam ao som desta música. O ultraje blasfemo é amplificado, transformando-se num verdadeiro «ritual esotérico de massas».</p>
<p align="justify">Entre droga, bebidas alcoólicas e rituais blasfemos, o ambiente da discoteca é precisamente o de um sabat moderno, que tem por protagonistas os jovens. Protagonistas&#8230; ou vítimas? O resultado de certos mecanismos, mais uma vez, é a matança dos inocentes: jovens que morrem por causa da droga ou devido a acidentes de viação de sábado à noite, depois de terem feito uma directa com os amigos.</p>
<p align="justify">Tudo isto deveria levar-nos a reflectir. Que significa «divertir-se»? A música, a dança e as discotecas podem, porventura, tornar-se verdadeiros instrumentos de morte? Hoje em dia, a droga, o esoterismo e as bebidas alcoólicas acompanham livremente aquilo que outrora constituía os limites normais de divertimento dos jovens.</p>
<p align="justify"><font size="2">segue: <a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-da-discoteca-iii-os-convites/">Os convites</a></font></p>
<p align="left"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo<br />
</em>Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/22/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=22&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O «rito» da discoteca III &#8211; Os convites</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 23:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diversaoj</dc:creator>
				<category><![CDATA[divertimentos]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[loucura]]></category>

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		<description><![CDATA[capítulo anterior: O «rito» da discoteca &#8211; O êxtase diabólico Os meios de comunicação gritam «escândalo!» quando um jovem morre depois de ter ingerido uma pastilha de ecstasy. As pessoas são tomadas de surpresa frente ao contraste estridente entre a ideia de divertimento e a ideia de morte. Na realidade, há pouca razão para nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=21&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="2">capítulo anterior:<a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-da-discoteca-ii-o-extase-diabolico/"> O «rito» da discoteca &#8211; O êxtase diabólico</a></font></p>
<p align="justify"><a name="1151ad64a1f28bb7__Toc102843349" title="1151ad64a1f28bb7__Toc102843349"></a>Os meios de comunicação gritam «escândalo!» quando um jovem morre depois de ter ingerido uma pastilha de <em>ecstasy</em>. As pessoas são tomadas de surpresa frente ao contraste estridente entre a ideia de divertimento e a ideia de morte. Na realidade, há pouca razão para nos surpreendermos. Também isso parece fazer parte do «rito».</p>
<p align="justify">Se examinarmos com atenção os convite oferecidos aos jovens como publicidade às festas em discotecas ou às «rave», poderemos descobrir pormenores inquietantes. Muitos deles contêm mensagens de transgressão, quer visíveis quer verbais: a morte, o demónio, símbolos satânicos, bruxaria, ocultismo e muitas frases com conteúdo negativo e niilista.</p>
<p align="justify">Entre os muitos cartões que anunciam festas «rave», por mim recolhidos ao longo dos últimos anos, houve um que me impressionou de forma particular. Reproduz uma frase de sabor enigmático: «Não há que temer as aventuras do espírito que revelam o acesso à felicidade.»</p>
<p align="justify">A que «aventuras do espírito» se refere? Para o sabermos, basta reparar num canto do mesmo cartão, onde está impresso o «seiscentos e sessenta e seis», número bíblico do Anticristo. A «felicidade», portanto, seria a do satanismo e do «Faz o que quiseres».</p>
<p align="justify">Estes prospectos de convite, cheios de cores vistosas, são o espelho daquilo que os jovens poderão encontrar depois de terem atravessado o limiar dos locais anunciados: a não-cultura do «nada». E então, não é de surpreender que um certo tipo de ambiente se torne o recanto ideal para o consumo de droga e bebidas alcoólicas. Já tudo foi escrito, projectado e estudado à secretária pelos habituais «abutres» que pretendem enriquecer à custa dos jovens. <!-- D(["mb","\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;Contudo, o problema mais grave da discoteca não é a presença da droga, mas sim a incomunicabilidade forçada dos jovens que a frequentam. E o volume ensurdecedor que impede o verdadeiro contacto humano, favorecendo antes o mais desumano e animalesco. \n\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;Paradoxalmente, no meio de tanto barulho, quem triunfa é o silêncio. O silêncio que «cresce como o cancro». Nas discotecas, os jovens têm a ilusão de estar acompanhados. Na realidade, porém, cada um é protagonista da sua própria grande solidão.\n\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;Ultimamente, o fenómeno das discotecas tem-se vindo a expandir de forma preocupante, chegando a atingir faixas etárias cada vez mais baixas.\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;Em certos locais, em determinadas praias e em particulares locais de veraneio, tem-‑se vindo a difundir a triste moda das chamadas «discotecas para crianças». Como é natural, neste caso, não se consome droga nem bebidas alcoólicas, mas mantém-se, de qualquer modo, o grave problema da educação para a incomunicabilidade.\n\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;O mecanismo que leva os pais a abandonar os filhos em certas «mini discotecas» é o mesmo de quem coloca as crianças frente à «TV-baby sitter». Não importa a qualidade daquilo que se vê ou daquilo que se escuta. O importante é «arrumar» os miúdos em qualquer parte, para depois os «ir buscar» no momento oportuno, como se de um depósito de bagagens se tratasse.\n\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;Deste modo, as crianças são «educadas», desde pequenas, como futuros frequentadores de discotecas, com todas as consequências daí decorrentes.\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;Outro aspecto interessante a considerar é o do exibicionismo. A discoteca está a transformar-se, cada vez mais, num grande palco, onde os jovens tendem a exibir as excentricidades ditadas pelas últimas modas.\n\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;A expressão mais evidente de tal fenómeno é a bizarra moda das tatuagens e do \u003cem\&amp;gt;piercing\u003c/em\&amp;gt; (anéis, grandes ou pequenos, que são utilizados para «decorar» várias partes do corpo). Também neste caso há raízes esotéricas, que descobriremos no próximo capítulo.\n",1] );  //--></p>
<p align="justify">Contudo, o problema mais grave da discoteca não é a presença da droga, mas sim a incomunicabilidade forçada dos jovens que a frequentam. E o volume ensurdecedor que impede o verdadeiro contacto humano, favorecendo antes o mais desumano e animalesco.</p>
<p align="justify">Paradoxalmente, no meio de tanto barulho, quem triunfa é o silêncio. O silêncio que «cresce como o cancro». Nas discotecas, os jovens têm a ilusão de estar acompanhados. Na realidade, porém, cada um é protagonista da sua própria grande solidão.</p>
<p align="justify">Ultimamente, o fenómeno das discotecas tem-se vindo a expandir de forma preocupante, chegando a atingir faixas etárias cada vez mais baixas.</p>
<p align="justify">Em certos locais, em determinadas praias e em particulares locais de veraneio, tem vindo a difundir-se a triste moda das chamadas «discotecas para crianças». Como é natural, neste caso, não se consome droga nem bebidas alcoólicas, mas mantém-se, de qualquer modo, o grave problema da educação para a incomunicabilidade.</p>
<p align="justify">O mecanismo que leva os pais a abandonar os filhos em certas «mini discotecas» é o mesmo de quem coloca as crianças frente à «TV-baby sitter». Não importa a qualidade daquilo que se vê ou daquilo que se escuta. O importante é «arrumar» os miúdos em qualquer parte, para depois os «ir buscar» no momento oportuno, como se de um depósito de bagagens se tratasse.</p>
<p align="justify">Deste modo, as crianças são «educadas», desde pequenas, como futuros frequentadores de discotecas, com todas as consequências daí decorrentes.</p>
<p align="justify">Outro aspecto interessante a considerar é o do exibicionismo. A discoteca está a transformar-se, cada vez mais, num grande palco, onde os jovens tendem a exibir as excentricidades ditadas pelas últimas modas.</p>
<p align="justify">A expressão mais evidente de tal fenómeno é a bizarra moda das tatuagens e do <em>piercing</em> (anéis, grandes ou pequenos, que são utilizados para «decorar» várias partes do corpo). Também neste caso há raízes esotéricas, que descobriremos no próximo capítulo. <!-- D(["mb","\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt; \u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&amp;gt;segue: \u003c/font\&amp;gt;\u003ca href\u003d\"http://afaceocultadadiversao.blogspot.com/2007/06/o-rito-das-discotecas-um-documento.html\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&amp;gt;Um documento importante\u003c/font\&amp;gt;\u003c/a\&amp;gt;\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt; \u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt; \u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cbr\&amp;gt; \u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003c/div\&amp;gt;\n\u003cdiv align\u003d\"left\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&amp;gt;Carlo Climati \u003cbr\&amp;gt;\u003cem\&amp;gt;Os jovens e o esoterismo\u003c/em\&amp;gt; \u003cbr\&amp;gt;Lisboa, Paulinas, 2001 \u003cbr\&amp;gt;\u003cem\&amp;gt;Excertos adaptados\u003c/em\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/div\&amp;gt;\n",0] ); D(["ce"]);  //--></p>
<p align="justify"><font size="2">segue: </font><font size="2"><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-das-discotecas-iv-um-documento-importante/">Um documento importante</a></font></p>
<p align="left"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo</em><br />
Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=21&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O «rito» das discotecas IV &#8211; Um documento importante</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diversaoj</dc:creator>
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		<category><![CDATA[infradimensão]]></category>
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		<description><![CDATA[Anterior: Os convites &#160; Algumas reflexões úteis sobre temas que até agora referimos foram propostas, em 1996, por um documento dos bispos de Emilia Romagna, região italiana com o mais alto número de discotecas. O texto, que continua a ser actualíssimo, aborda com inteligência e espírito construtivo a complexa realidade do mundo juvenil, oferecendo óptimas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=20&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="2">Anterior: </font><font size="2"><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/o-%c2%abrito%c2%bb-da-discoteca-iii-os-convites/">Os convites</a></font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Algumas reflexões úteis sobre temas que até agora referimos foram propostas, em 1996, por um documento dos bispos de Emilia Romagna, região italiana com o mais alto número de discotecas. O texto, que continua a ser actualíssimo, aborda com inteligência e espírito construtivo a complexa realidade do mundo juvenil, oferecendo óptimas sugestões sobre como enfrentar os vários problemas associados ao mundo dos locais de dança.</p>
<p align="justify">«A nossa sociedade parece não ter lugar para os jovens», lemos no documento, «sobretudo para as suas interrogações de fundo. Dificuldades ocupacionais, prolongamento por um tempo indeterminado da situação de formação e de dependência, relutância em lhes atribuir responsabilidades ou incumbências significativas, relegam para o futuro o momento da sua inserção social.</p>
<p align="justify">Sentem-se contagiados por uma necessidade de bem-estar. Têm tudo o que é necessário para viver, e ainda mais do que isso. Assim, não têm de lutar para suprir certas necessidades de tipo primário (alimentação, vestuário, casa, um certo nível de segurança&#8230;). A sua atenção volta‑se, portanto, para a satisfação de certas exigências menos inadiáveis, mais supérfluas e opcionais (consumos diversos, imagem, diversão&#8230;), o que em nada contribui para a formação de personalidades fortes&#8230;</p>
<p align="justify">Grande parte da comunicação passa pelos <em>mass media</em>, em que a comunicação é unidireccional. Além disso, é de tipo cativante, persuasivo e superficial: a forma prevalece sobre o conteúdo. As gerações jovens estão acostumadas a este tipo de comunicação, e cada vez sentem mais dificuldade em comunicar fora destes canais ou modalidades. Isso rouba espaço e tempo à comunicação interpessoal, sobretudo entre gerações&#8230;</p>
<p align="justify">A música juvenil e a discoteca parecem então capazes de oferecer uma resposta a muitas dessas necessidades. Comunicação através dos mass media, cultura do corpo, música, lugares de encontro entre jovens com os mesmos gostos e objectivos, busca do comportamento disparatado, auto-afirmação através da dança, do <em>look</em>, da sedução e do êxito são algumas das respostas que a discoteca oferece. Trata-se, como é evidente, de respostas de tipo contingente, limitado, consumista e irracional. Contudo, parecem &#8220;funcionar&#8221;, pelo menos no momento imediato.</p>
<p align="justify">Grandes são os riscos que podem introduzir-se através de uma visão deste género: perda do sentido dos limites, evasão das obrigações associadas ao próprio crescimento, evasão dos deveres sociais, favorecendo mais os impulsos egoístas do que os altruístas, embora não se excluam certas formas de dedicação ou de altruísmo, no próprio ambiente de discoteca».(…)</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="left"><font size="2">Carlo Climati<br />
</font><font size="2"><em>Os jovens e o esoterismo<br />
</em>Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=20&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>As revistas para adolescentes &#8211; Ritos mágicos</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diversaoj</dc:creator>
				<category><![CDATA[divertimentos]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
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		<category><![CDATA[ritual]]></category>
		<category><![CDATA[sedução]]></category>
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		<description><![CDATA[Carlo Climati Os jovens e o esoterismo Lisboa, Paulinas, 2001 Excertos adaptados As revistas para adolescentes Existe um «esoterismo postal»? Existe. É o das muitas revistas que se dirigem ao público dos adolescentes. Toneladas de papel e litros de tinta são utilizados, diariamente, para falar aos jovens e transmitir mensagens nem sempre positivas. É o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=19&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p align="justify"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo<br />
</em>Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<p align="justify">
<strong>As revistas para adolescentes </strong></p>
<p align="justify">
Existe um «esoterismo postal»? Existe. É o das muitas revistas que se dirigem ao público dos adolescentes. Toneladas de papel e litros de tinta são utilizados, diariamente, para falar aos jovens e transmitir mensagens nem sempre positivas. É o fenómeno das chamadas «revistas para teenagers», cheias de cor e muito vendidas.</p>
<p align="justify">
O termo inglês <em>teenager</em> pode ser traduzido por «adolescente». Refere-se àquela faixa de idade compreendida, pelo menos, entre os doze e os dezassete anos. É a idade das primeiras interrogações sobre a vida, sobre o amor e sobre o próprio futuro. É um momento delicado em que os jovens aprendem a conhecer melhor o seu próprio corpo e começam a interrogar-se sobre vários aspectos da sexualidade. Mas também é a idade em que, por vezes, se experimenta um sentimento de raiva e de rebeldia frente à família e à sociedade.</p>
<p align="justify">
As revistas para adolescentes dirigem-se a todo o tipo de público, na sua maior parte feminino, que tem um grande desejo de comunicar. No início da minha actividade de jornalista, tive ocasião de escrever para algumas dessas revistas. Foi uma experiência maravilhosa e inesquecível, que ainda hoje recordo com uma ternura imensa.</p>
<p align="justify">
Ao ler as muitas cartas que chegavam à redacção, apercebi-me da necessidade desesperada que os jovens sentem de que alguém os escute. Trata-se, infelizmente, de um desejo muitas vezes ignorado na vida real. Nem todos os pais têm tempo ou vontade de se ocupar dos seus «filhinhos». Por essa razão, muitas rapariguinhas fazem as suas confidências aos seus «amigos correspondentes».</p>
<p align="justify">
<strong>Os elementos fundamentais </strong></p>
<p align="justify">
Quais são as características mais recorrentes das revistas para adolescentes? Antes de mais, essas revistas são muito coloridas. Têm uma apresentação gráfica cativante e estão cheias de fotografias de actores, cantores, futebolistas e personagens de televisão. São os «belos» e as «belas» do momento, os ídolos «de papel» pelos quais o público se apaixona. A sua figura também é oferecida em versão «autocolante», para ser afixada nas paredes, nos diários e nas mochilas, sem contar com os inevitáveis posters, sempre presentes.</p>
<p align="justify">
Não é por acaso que a estética e a aparência são temas recorrentes neste tipo de revistas. São frequentes os artigos que ensinam as raparigas a manter-se em forma e a parecer mais bonitas: conselhos sobre maquilhagem ou para obter um bronzeado perfeito, sugestões sobre penteados e curas de emagrecimento. Há ainda rubricas que abordam temas mais íntimos, como o amor e a sexualidade.</p>
<p align="justify">
Outro elemento recorrente nas revistas para adolescentes é o do gadget, ou seja, a oferta associada à revista, que a torna mais atraente. Pode ir do colar à cassete de música, do lápis de maquilhagem ao anel. A revista transforma-se, assim, numa espécie de «caixinha de surpresas», em que se pode encontrar de tudo, até o esoterismo.</p>
<p align="justify">
Temas tais como o horóscopo e a leitura das cartas são elementos típicos das revistas para adolescentes. Tenta-se, sobretudo, explorar a curiosidade dos jovens e as suas interrogações sobre o amor e sobre o futuro: «Conseguirei arranjar namorado?», «Será que vou ser promovida?», «Quanto durará a minha história de amor?», «Serei aprovado no exame de maturidade?», «Conseguirei tirar a carta de condução?».</p>
<p align="justify">
<strong>Anjinhos e ritos mágicos</strong></p>
<p align="justify">
Tentemos, agora, folhear alguns números de uma revista para adolescentes muito difundida e representativa. Encontramos dois tipos de horóscopo diferentes: o «clássico» e o «árabe». Este último baseia-se «não nas constelações, mas nas armas brancas que simbolizam a vitalidade, a energia e a capacidade de singrar na vida». Cuidado com esta palavra: «energia». É um termo recorrente nos ambientes esotéricos e <em>New Age</em>.</p>
<p align="justify">
Além disso, no mesmo número, aparece outro elemento típico <em>New Age</em>: o anjo. «Nasceste entre 23 e 27 de Julho?», lê-se na revista, «o teu anjo é <em>Nithaiah</em>. Tem as asas resplandecentes do sol e é o anjo da harmonia e das regras: ensina-te a calma e refreia o teu ardor excessivo. Com a sua ajuda, não chegarás a arruinar um grande amor, por causa da tua fúria.»</p>
<p align="justify">
Noutra página encontramos um método original para conhecer o futuro: a linguagem das conchas e das ondas do mar. O artigo começa com o seguinte convite: «Põe em fila algumas conchinhas no ponto em que a água quase não chega, faz uma pergunta e conta cinco ondas. Que sucede?» Se as ondas rebentarem cinco vezes sem tocar nas conchinhas, «a resposta é negativa. Aquilo que desejas ou esperas não acontecerá. Procura modificar alguma coisa no teu comportamento, e volta a tentar o mesmo passados três dias». O artigo continua com os diversos «responsos», que variam segundo o número das ondas que tocam nas conchinhas.</p>
<p align="justify">
Tudo parece agradável e inocente: o Verão, o sol, a praia, o mar&#8230; No entanto, estamos mais uma vez frente a um «rito», em que se interrogam as ondas para conhecer o próprio futuro. Além disso, o artigo propõe que se volte a repetir a prática nos dias seguintes, quando o resultado é negativo. Tudo isso contribui para criar nos jovens uma ritualidade e uma mentalidade esotéricas, na tentativa de encontrar uma resposta para as perguntas sobre o seu próprio destino.</p>
<p align="justify">
Outra armadilha é a numerologia. Há artigos que convidam a fazer cálculos sobre a própria data de nascimento. O objectivo é obter o «próprio número», ao qual deveria corresponder um certo tipo de temperamento.</p>
<p align="justify">
Quem tem o 3, por exemplo, é prático e racional. O 5 é o número dos sonhadores, ao passo que o 2 é o dos indecisos. Também este tipo de cálculos tem por base uma mentalidade esotérica, que o semanário Cioè mascara, chamando-lhe «teste psicológico».</p>
<p> </p>
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		<title>As revistas para adolescentes II &#8211; Os pequenos medos</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:36:37 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="2">Anterior: <strong><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/as-revistas-para-adolescentes-ritos-magicos/">As revistas para adolescentes &#8211; ritos mágicos</a></strong></font></p>
<p align="justify">Temas recorrentes nestas revistas são os pequenos receios dos jovens, como o que sente uma rapariga frente à separação do seu namorado durante o Verão. O problema é que, para ultrapassar certas inseguranças, é proposta uma solução esotérica.</p>
<p align="justify">Numa conhecida revista italiana pode ler-se o seguinte: «Se tens um namorado e receias que este Verão ele possa esquecer-te, tenta ligá-lo a ti mediante estas pequenas magias.» As «pequenas magias» são verdadeiros rituais, como, por exemplo: «Apanha sete folhas de verbena (podes encontrá-las à venda em vasinhos, na florista), e mete uma de cada vez dentro de uma garrafa de tinta, dizendo, folha a folha: segunda-feira ele (pronuncia o seu nome e apelido) não se esquecerá de mim; terça-feira não me esquecerá, quarta-feira não me esquecerá, e assim de seguida, até teres chegado ao fim das sete folhas e dos sete dias da semana. Fecha a garrafa de tinta com cuidado e mantém-na sete dias ao sol e sete noites ao luar. Em seguida coloca-a num lugar às escuras, e utiliza o seu conteúdo apenas para escrever ao teu namorado com uma caneta nova e letra miudinha».</p>
<p align="justify">Trata-se de um verdadeiro rito mágico. No mesmo artigo, são ilustrados muitos outros, que devem ser feitos durante as noites de lua cheia. O objectivo é sempre o mesmo: garantir a fidelidade do namorado durante o Verão, período de afastamento e de tentações. Para vencer esse medo, a revista convida as suas leitoras a praticar feitiços; as raparigas transformam-se, assim, em «pequenas bruxas».</p>
<p align="justify">No mesmo número do semanário, além do habitual anjinho New Age, encontramos um amplo artigo sobre os «amuletos do Zodíaco». O artigo constitui um «guia» sobre «como atrair a sorte através da cor, do <em>look</em>, do namorado, do talismã ou dos lugares ligados ao teu signo».</p>
<p align="justify">Neste caso dá mesmo vontade de rir, porque até o próprio namorado se pode tornar um «amuleto». Se a rapariga o escolher de determinado signo do Zodíaco, «atrairá a boa sorte». Por exemplo, os «namorados-amuletos» de quem nasceu no signo do Carneiro são os de Gémeos, Aquário e Escorpião.</p>
<p align="justify">O «guia» aconselha ainda: o dia da sorte da semana, o lugar da sorte, o nome, a cor, o <em>look</em> (ou seja, a aparência, o tipo de vestuário), as jóias e até um «animal-totem». Entre as jóias da sorte sugeridas conta-se também um anel para o nariz, triste símbolo do primitivismo e do tribalismo.</p>
<p align="justify"><font size="2">segue: <strong><a target="_blank" href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/17/">Astrologia e publicidade esotérica</a></strong></font></p>
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<p align="justify"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo</em><br />
Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
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		<title>As revistas para adolescentes III &#8211; Astrologia e publicidade</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diversaoj</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anterior:  Os pequenos medos Será que todas as mensagens propostas pelas revistas para adolescentes são negativas? Não. Em certos casos, os artigos também dão conselhos sensatos e úteis. Contudo, o problema reside precisamente no seguinte: o mal aparece misturado com o bem. Na mente dos jovens surge um inevitável sentimento de confusão, entre aquilo que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=17&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p align="justify">Será que todas as mensagens propostas pelas revistas para adolescentes são negativas? Não. Em certos casos, os artigos também dão conselhos sensatos e úteis. Contudo, o problema reside precisamente no seguinte: o mal aparece misturado com o bem. Na mente dos jovens surge um inevitável sentimento de confusão, entre aquilo que está certo e aquilo que está errado. Isso é sinal da época em que vivemos, dominada pelo relativismo moral e pela perda de alguns valores fundamentais.</p>
<p align="justify">Tomemos como exemplo outra publicação muito popular para adolescentes. Encontramos um artigo que põe os jovens de sobreaviso contra o perigo das corridas de automóvel a 200 km por hora. Nas páginas seguintes, há outro bom artigo, em que se convida os jovens a não fumar cigarros nem ervas.</p>
<p align="justify">Até aqui, tudo bem. É pena, porém, que no mesmo número ofereça um livrinho grátis com «os astro-testes do Verão», arvorando o seguinte subtítulo: «O horóscopo das atracções fatais e os <em>hot-quiz </em>a fazer à sombra do guarda-sol, para transformar as tuas férias numa inesquecível história de amor.»</p>
<p align="justify">No interior, encontramos a «Tabela astrológica» que indica, «signo por signo, as atracções fatais do mês de Agosto». Na prática, trata-se de uma tabela que permite descobrir se um casal que se conheceu durante o Verão poderá vir a funcionar e ter o favor dos astros. Por exemplo, se ele é Balança e ela Carneiro, o êxito está garantido.</p>
<p align="justify">Outras mensagens esotéricas têm sido transmitidas, nos últimos anos, através dos anúncios publicados nas revistas para jovens. Refiram-se, por exemplo, os anúncios de linhas telefónicas de magia e cartomancia, com chamadas pagas, que representam uma porta aberta para o mundo do esoterismo. Ligando determinado número, é possível falar directamente com o mago ou o cartomante em questão.</p>
<p align="justify">Num outro semanário italiano têm sido publicados anúncios do tipo: «Um vidente por amigo», «Recupera a confiança em ti com a ajuda das cartas», «Belfagor revela-te o teu futuro e livra-te dos fantasmas do passado», «A mágica Sibilla. As suas forças ocultas poderão revelar-te como encontrar amor, satisfação e felicidade». Também se encontram mensagens publicitárias do género: «O oráculo. Especialista em reconciliações, em amores impossíveis e em todas as questões do coração», «Momentos propícios. Os teus dias da sorte, os obstáculos que deves evitar, as previsões do teu futuro», «Tarot e vingança. Os melhores e mais bem preparados médiuns», «A magia em linha», «Será que o teu amor tem futuro? Ficarás a saber se ele te ama ou não, se ligares para o nosso serviço de cartomancia».</p>
<p align="justify"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo</em><br />
Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/17/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=17&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>As séries esotéricas &#8211; As três bruxas &#8220;boas&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:27:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diversaoj</dc:creator>
				<category><![CDATA[bruxaria]]></category>
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		<description><![CDATA[Carlo Climati Os jovens e o esoterismo Lisboa, Paulinas, 2001 Excertos adaptados   Os telefilmes esotéricos Quando se fala de televisão, outro aspecto que não deve ser subestimado é o dos telefilmes com temas esotéricos, que têm vindo a alcançar grande êxito entre os jovens. O seu denominador comum é apenas um: a confusão entre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=16&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p align="justify"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo<br />
</em>Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<p align="justify">
 </p>
<p align="justify">
<a name="1151ab9ec5f39219__Toc102843356"></a><strong>Os telefilmes esotéricos</strong></p>
<p align="justify">
Quando se fala de televisão, outro aspecto que não deve ser subestimado é o dos telefilmes com temas esotéricos, que têm vindo a alcançar grande êxito entre os jovens. O seu denominador comum é apenas um: a confusão entre o bem e o mal.</p>
<p align="justify">
Certos telefilmes para jovens fazem-nos acreditar na existência de bruxas «boas». Isto é absolutamente falso porque, como já expliquei no início deste livro, não existe uma «magia boa». A magia é sempre negativa, e por isso também as bruxas o são.</p>
<p align="justify">
A televisão, pelo contrário, obstina-se em transmitir o contrário, gerando confusão na mente dos jovens.</p>
<p align="justify">
<a name="1151ab9ec5f39219__Toc102843357"></a><strong>As três bruxas «boas»</strong></p>
<p align="justify">
Entre as séries esotéricos apreciada pelos jovens é certamente &#8220;As feiticeiras&#8221;, que tem por protagonistas três irmãs magníficas, dotadas de poderes mágicos. Prue (interpretada pela actriz Shannen Doherty) tem a faculdade de mover objectos com o olhar, Piper (Holly Marie Combs) tem o poder de fazer parar o tempo e Phoebe (Alyssa Milano) é capaz de prever o futuro.</p>
<p align="justify">
Este telefilme é seguido por muitos jovens, sobretudo devido à presença de Shannen Doherty e Alyssa Milano, duas belíssimas actrizes, que já tomaram parte noutras séries juvenis. Shannen Doherty contava-se entre as protagonistas de <em>Beverly Hills 90210</em>, ao passo que Alyssa Milano actuou em <em>Melrose Place</em>.</p>
<p align="justify">
Nest série, as três raparigas são as últimas descendentes de uma família de «feiticeiras boas». Utilizam os seus poderes mágicos para combater o mal, o que constitui, mais uma vez, uma mensagem enganadora. Os jovens, que seguem esta série com grande paixão, são novamente levados a acreditar na ideia da magia «boa».</p>
<p align="justify">
A magia é aqui representada como um instrumento positivo, que permite resolver os problemas da humanidade. Esta falsa mensagem a favor de um presumível «esoterismo bom» é reforçado por alguns elementos deturpados, que ajudam a confundir ainda mais a mente dos jovens.</p>
<p align="justify">
Antes de mais, as três irmãs são meigas e sensíveis, e estão sempre disponíveis e prontas a intervir a favor das pessoas em dificuldades. Gostam de crianças e correm sempre em sua ajuda. Além disso, têm um grande sentido da família. Comovem-se quando vêem as velhas fotografias do álbum familiar ou os filmes de quando eram pequenas. Em certo episódio, conseguem mesmo regressar ao passado e abraçar com ternura a mãe e a avó. Em suma, são precisamente três «raparigas-modelos».</p>
<p align="justify">
O grande engano reside, precisamente, nessas falsas mensagens de «bondade» que bombardeiam os jovens telespectadores. É como se uma voz repetisse continuamente a partir do pequeno ecrã: «As bruxas são boas. As bruxas são meigas. As bruxas são muito bonitas. A magia não faz mal. Existe uma magia positiva. Devemos acreditar na magia.»</p>
<p align="justify">
É verdade que as três irmãs são boas e ajudam as pessoas.</p>
<p align="justify">
Contudo, a solução para os problemas com que se confrontam não reside na sua simpatia, inteligência ou empenhamento pessoal. Quando Prue, Piper e Phoebe estão em dificuldades, recorrem ao Livro das Sombras, antigo volume que contém as fórmulas mágicas que devem ser pronunciadas para lançar os feitiços. Assim, a solução para cada problema é a magia. Uma bruxaria «boa», que não faz mal. É esta a mensagem negativa que o telefilme apresenta constantemente.</p>
<p align="justify">
A bela Prue chega mesmo a ostentar um pequeno fio com um crucifixo: eis mais uma mensagem enganadora para os jovens, porque a magia não pode, de modo algum, ser conciliável com o cristianismo.</p>
<p align="justify">
Trata-se de um truque utilizado com frequência por astrólogos, magos e feiticeiros, que fingem ser cristãos para tranquilizar os seus ingénuos clientes. Nos seus estúdios é fácil encontrar estatuetas de Nossa Senhora e imagens do Padre Pio ou do Papa João XXIII. Deste modo, o cristianismo confunde-se com a magia numa estranha mistura de sabor blasfemo. O objectivo, mais uma vez, é enganar as pessoas ingénuas e em dificuldades, que recorrem aos magos.</p>
<p align="justify"><font size="2">segue: </font><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/as-series-esotericas-os-resultados-da-serie-as-feiticeiras/"><strong><font size="2">O resultado da série &#8220;As feiticeiras&#8221; </font></strong></a></p>
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		<title>As séries esotéricas II &#8211; Os resultados da série &#8220;As feiticeiras&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:17:24 +0000</pubDate>
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<p align="justify">Quais são os resultados da série &#8220;As feiticeiras&#8221;? Que resultados obteve este telefilme entre os jovens? Para disso nos apercebermos, basta ligar a Internet e dar uma vista de olhos a alguns sites abertos por fãs das três feiticeiras «boas».</p>
<p align="justify">Num destes, são novamente apresentados os textos de todas as fórmulas mágicas do Livro das Sombras, pronunciadas ao longo dos episódios: desde o feitiço para vencer o infortúnio àquele para multiplicar os poderes, desde o que permite ler na mente até às fórmulas destinadas a libertar as pessoas dos demónios.</p>
<p align="justify">Há, depois, um espaço «criativo» para o qual os jovens podem enviar, via e-mail, fórmulas mágicas inventadas por eles, inspirando-se no estilo do telefilme. Na prática, todos eles se transformam em bruxos.</p>
<p align="justify">Eis alguns dos textos publicados no espaço «criativo» do site na Internet: feitiço para pôr duas pessoas de acordo; para infundir coragem; para passar num exame; para ter beleza; para conquistar o coração da pessoa amada; para mudar o próprio corpo.</p>
<p align="justify">Em suma, a mensagem proposta pelo telefilme parece ter acertado no alvo. Os jovens telespectadores de <em>Streghe</em> acreditam verdadeiramente que a magia pode resolver os seus problemas. São os frutos do doutrinamento esotérico transmitido pela televisão.</p>
<p align="justify">Mas ainda há outros espaços inquietantes neste site da Internet para os fãs desta série. Por exemplo, um dicionário de bruxaria e alguns textos de magia antiga.</p>
<p align="justify">Há, finalmente, uma página em que é reproduzida a «mesa dos espíritos», instrumento utilizado para conhecer o futuro. Eis o convite que se lê na Internet: «Têm uma pergunta para a qual gostariam de receber uma resposta imediata, quer positiva quer negativa? Façam-na à Mesa Virtual dos Espíritos! Sigam o procedimento seguinte: basta escrever as perguntas na linha abaixo e premer a tecla. Com as suas vibrações virtuais, a Mesa dar-vos-á a sua resposta!»</p>
<p align="justify">Em suma, da teoria do telefilme passa-se à prática concreta da magia e do espiritismo, tudo isto, provavelmente, feito de boa fé. Muito jovens, com efeito, são vítimas da propaganda televisiva e acreditam de verdade que pode existir uma magia «boa». Não se apercebem da armadilha em que caíram.</p>
<p align="justify"><font size="2">segue:<a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/as-series-esotericas-iii-a-cacadora-de-vampiros/"> <strong>A caçadora de vampiros</strong></a></font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo</em><br />
Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=15&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As séries esotéricas III &#8211; A caçadora de vampiros</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 22:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diversaoj</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anterior: Os resultados da série &#8220;As feiticeiras&#8221; Outro telefilme muito popular entre os jovens é Buffy, actualmente em emissão em Itália. É a história de uma adolescente «eleita» para se tornar caçadora de vampiros. Durante o dia, Buffy frequenta uma escola na Califórnia do Sul, e leva uma vida completamente normal. À noite, porém, envolve-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=14&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="2">Anterior: </font><font size="2"><strong><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/as-series-esotericas-os-resultados-da-serie-as-feiticeiras/">Os resultados da série &#8220;As feiticeiras&#8221;</a></strong></font></p>
<p align="justify">Outro telefilme muito popular entre os jovens é <em>Buffy</em>, actualmente em emissão em Itália. É a história de uma adolescente «eleita» para se tornar caçadora de vampiros. Durante o dia, Buffy frequenta uma escola na Califórnia do Sul, e leva uma vida completamente normal. À noite, porém, envolve-se em lutas renhidas com vampiros e monstros, os quais vence recorrendo às artes marciais.</p>
<p align="justify">Também a série está cheia de elementos esotéricos e neopagãos. A sua principal característica negativa, porém, é a confusão entre o bem e o mal. Buffy, com efeito, é aparentemente uma personagem positiva. Mas depois, na sua luta pessoal contra os vampiros utiliza a mesma violência que os seus inimigos. Quando combate parece um boneco. Move-se ao estilo dos jogos de vídeo, em que bons e maus se massacram mutuamente, sem distinção.</p>
<p align="justify">Buffy até usa um crucifixo suspenso de um fio. Eis um elemento enganador, já antes encontrado É uma mensagem falsa, que confunde as ideias do público. De facto, neste telefilme, não se verifica a existência de princípios do cristianismo.</p>
<p align="justify">A cruz, no máximo, é utilizada como instrumento para assustar ou torturar os inimigos. Num episódio, por exemplo, Buffy mete-a na boca de uma vampira para forçá-la a confessar. É uma das muitas cenas que comprovam o mau gosto desta série televisiva.</p>
<p align="justify">Contudo, a série também tem alguns elementos positivos. Buffy está apaixonada por Angel, um vampiro que se tornara «bom» na sequência de um sortilégio que lhe restituíra a alma. No telefilme, Angel é muitas vezes atormentado pelos sentimentos de culpa pelo mal cometido no passado. Reconhece os seus erros e procura lutar pelo bem da humanidade. Nos combates contra os demónios e os monstros, porém, mantém-se igualmente cruel e violento.</p>
<p align="justify">Personagem inquietante é o senhor Giles, bibliotecário da escola, que serve de «guia» a Buffy. Também ele faz parte do grande «caldo televisivo» em que o bem se confunde com o mal, característica fundamental de toda a série.</p>
<p align="justify">O senhor Giles é a personagem que mais põe em destaque a natureza neopagã do telefilme. Num dos episódios, o bibliotecário apresenta uma versão muito pessoal das origens do universo, dizendo que, «contrariamente à mitologia popular, este mundo não começou como um paraíso». Segundo o senhor Giles, originalmente a terra era povoada por demónios, que mais tarde viriam a ser substituídos pelos seres humanos. Antes de descer ao Inferno, o último demónio mordeu um homem, misturando o sangue da vítima com o seu. Assim nasceu o primeiro vampiro.</p>
<p align="justify">A missão dos vampiros, segundo aquilo que conta o telefilme, seria tornar os homens escravos, a fim de preparar o regresso dos demónios à Terra<font color="#330099">[1]</font>. Assim têm início as lutas contínuas entre a jovem caçadora e os seus inimigos.</p>
<p align="justify">À volta da escola de Buffy, acontece de facto um pouco de tudo, Há mortos-vivos, lobisomens, bruxas, ocultistas, seitas satânicas, demónios e monstros de vários tipos, portanto, a sensação transmitida pelo telefilme é de angústia e desconfiança. Por detrás do rosto sorridente de cada aluno ou professor poderia esconder-se um monstro, um vampiro ou um demónio, pronto a escravizar a humanidade.</p>
<p align="justify"><font size="2" color="#330099">[1]</font><font size="2"><font color="#330099"> </font>M. INTROVIGNE, «<em>Buffy l&#8217;acchiappavampiri</em>», in Avvenire, 11 de Fevereiro, 1999.<br />
</font></p>
<p><font size="2">segue:</font> <strong><font size="2"><a href="http://ladocultodadiversao.wordpress.com/2007/09/18/as-series-esotericas-iv-angustia-e-desconfianca/">Angústia e desconfiança</a></font></strong></p>
<p><font size="2">Carlo Climati<br />
<em>Os jovens e o esoterismo</em><br />
Lisboa, Paulinas, 2001<br />
<em>Excertos adaptados</em></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ladocultodadiversao.wordpress.com/14/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ladocultodadiversao.wordpress.com&amp;blog=1617072&amp;post=14&amp;subd=ladocultodadiversao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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